22/05/2018

Banhos



Uma das coisas mais complicadas, no nosso começo de vida militar, era tomar banho. E por um “pequeno” detalhe: o banheiro da CCSv estava em reforma. Ficamos uns três messes sem chuveiros e privadas, urinando em uns recipientes de coleta, verdes e cilíndricos, que depois eram recolhidos por uma empresa privada. Diziam a nós que toda aquela urina era utilizada para fazer um remédio para o coração. Até hoje não me preocupei em saber se realmente serviam para isso, e não vou me preocupar agora. Defecar então, só nas companhias vizinhas, pedindo permissão, lógico.


Todos os dias após a educação física era um tormento: corríamos do pátio para o vestiário, de “5ºA”, lá tirávamos a camiseta, o par de tênis (Bamba cabeção, preto, que tempos depois virou moda usar) pegávamos a toalha e descíamos de short e chinelos (Havaianas pretas, que viraram moda e hoje é “cool” usa-las) novamente ao pátio, entravamos em forma e, marchando sem cadência, nos dirigíamos à primeira companhia. Todos os 120 soldados levavam em média uns 5 minutos para se “lavarem”. Já escrevi sobre isso em outro post (clique aqui para lê-lo), não vou me estender mais sobre esse episódio, porque o motivo desse texto é uma foto que retrata um outro local de banho.

Depois que o segundo acampamento acabou, durante as instruções de bóia de calça e gandola, foram separados 30 soldados que ficaram para desmontar as barracas e outros equipamentos. Eu fiquei entre esses. Os demais voltaram para o batalhão.

Indo ao local de "banho"
Nós que ficamos fomos avisados de que teríamos que tomar um banho. E a história se repetiu: corremos para as barracas, tiramos a farda de ralo, colocamos o short, os chinelos, apanhamos a toalha e entramos em forma. Depois fomos correndo, no barro, para ao local indicado. Chegando lá, nos banhamos rápido e voltamos novamente correndo, no barro, só que agora com os pés molhados, o que fez com que alguns de nós perdêssemos um pé do par de chinelos, preso na lama pela sucção (pode rir, porque foi foda!). Até que não retornamos tão sujos. Depois desmontamos tudo e ao anoitecer retornamos para o quartel.

Havia uma casa velha que servia como base, para rancho, enfermaria e mais o que precisasse. Por um instante acreditei que o banho seria lá, e talvez mais alguém tenha acreditado nisso... Mas não foi lá. Foi nesse local retratado, logo abaixo. Belíssima foto e recordação.


Local do banho: um cano quebrado jorrando água gelada!


SD Braga


13/05/2018

Um eletricista fora dos padrões



    Sim! Para aqueles que não sabem, fui participante das Forças Armadas do Brasil, em 1994. Exército - para os simplistas - PE (Polícia do Exército) para os integrantes do mesmo contingente e os demais que admiram este período em nossas vidas.

   Fui convidado a fazer uma postagem sobre aventuras, desventuras e/ou situações cômicas que vivemos no quartel. Vamos lá:

SD Adomeit, o mocorongo da direita

    Logo que chegamos no quartel, na 1º semana, estava sendo feita uma avaliação para distribuir os conscritos (ou seja, nós) para o batalhão ou função que mais seria útil no período de engajamento. Na fila em questão, fiz amizade com um CB. Por algum motivo ele "foi com minha cara"! (dizem que ele era meio afeminado, não sei!) E disse:

- O que você fazia antes de vir pra cá?
- Eu? Nada! Era estudante. Por que?
- Acho bom você descobrir uma profissão. Aqueles que não têm uma, fica designado a fazer ronda e guarda.
- E isso é ruim? – perguntei.
- Se você não inventar uma profissão, vai descobrir!
- Olha... Meu padastro é eletricista e muitas vezes fui ajudá-lo nesse serviço...
- Pronto! Diga que você é ajudante de eletricista e você se livra do problema. E foi o que eu fiz.

    Fui então, encaminhado para o PelCom (pelotão de comunicações), onde realizaria um teste para ver se realmente eu era eletricista. Chegando lá, vejo uma bancada e vários conscritos como eu trabalhando em uma calha de lâmpadas florescentes. O TEN, superior responsável pelo pelotão, disse:

- Você! Pegue uma calha e coloque pra funcionar!

    Como vocês devem imaginar, eu não tinha a menor ideia de como fazer isso! Pedi licença, entrei no meio da galera que já estava trabalhando e puxei conversa:

- É cara... A gente se fudeu...
- Pois é... Disse alguém.
- E essa porcaria aqui? Coisa velha da porra!
- Outro respondeu! Vixe! Antigão! Faz tempo que eu não mecho com um desses. Foi minha deixa!
- Eu também! Nem me lembro mais como liga essa porra!
O soldado Misiti disse:
- Ah! Não tem mistério. No reator tem as instruções de que fio liga com qual.

A famigerada calha

    Pegou o reator e me mostrou. Fui seguindo as orientações do Misiti e acompanhando os demais em suas montagens. Não imagina a minha surpresa quando coloquei na tomada e aquela porra funcionou!

- Olha! Ligou! Ligou! Dizia empolgado.

    Os demais olhavam pra minha cara sem entender o motivo da minha empolgação. Demorou meses para meus colegas e líderes do pelotão descobrirem meu embuste. Mas aí já era tarde demais. Esse primeiro episódio abriu precedentes para muitos outros. Era comum eu sair desfilando pelas ruas do batalhão com uma chave de fenda, um alicate e alguns fios. Com isso andava pra todo lado, sem cobranças. Quando um sargento ou cabo vinha me abordar perguntando onde estava indo ou que estava fazendo, eu só dizia: - Estou em missão! Olhava qual a patente de quem falava comigo e só dizia que a missão era para alguém de patente maior que a dele. Obviamente ele não iria questionar um superior: - Então termine o que tem que fazer e volte para seu pelotão – dizia. Ah! Quantas vezes fugia para comer no restaurante dos oficiais! Se alguém me pegasse lá: - Estou em missão!

    Foi divertido e dando certo por um bom tempo. Mas claro que não escreveria sobre isso se não houvesse um "mas". Um belo dia, estou eu fazendo o que sempre gostava de fazer - nada! E um cabo me chama:

- SD Adomeit! Vamos para o alojamento de cabos agora!
- Não posso cabo. Estou em missão.

    Não deu certo. Ele praticamente me pegou pelo braço e me levou até o alojamento deles:

- Precisamos que você puxe uma tomada desse quadro de força pra gente ligar o som.

    Nessa altura do campeonato, eu não só era safo (termo usado no quartel para esperto) como também comecei a acreditar que era eletricista!

- Que absurdo cabo! Não se pode ligar nada direto num cabo de alimentação de energia! Isso pode dar um curto e...
- Mas já tem um fio ligado aí. É só ligar outro.

    Olhei no quadro e realmente tinha um fio grosso de 6mm² enrolado no cabo principal de alimentação de força. Eu não estava errado. Realmente isso não pode ser feito e o perigo é muito grande. Não maior que eu, é claro. Então com ar de superioridade, fui dando bronca no cabo por ter deixado aquilo ter sido feito e por exigir que fizesse algo assim tão perigoso:

- Não senhor! Não vou fazer o que o senhor está me pedindo como também vou soltar esse fio que está aqui! Depois venho com outro eletricista e juntos faremos uma tomada adequada para o senhor.

    Um detalhe: o alojamento dos cabos era nos fundos do alojamento dos soldados, ao lado do banheiro. Um banheiro gigante onde todo mundo tomava banho ao mesmo tempo, vários chuveiros e tal. Justamente neste dia, eu não havia levado o alicate nas minhas andanças. Só chave de fenda, fios e fita isolante. Uma chave de fenda que tinha uns 30 centímetros! Pois com ela comecei a forçar o fio para desenrolar do cabo principal (não queria descer pra buscar alicate). Deu merda! A chave entrou com tudo! E a caixa do quadro de força era de metal. Ficou a chave entre o cabo e a chapa no fundo da caixa. Resultado: Um curto circuito da porra! A chave foi derretendo e uma fumaça branca cheio de faíscas começou a sair do quadro de força!

    Um monte de cara pelado correndo do banheiro! Os cabos todos abandonaram o alojamento! Ficou eu e a porra da chave de fenda derretendo! Eu tentava puxar a chave mas ela não saia. Dei muita sorte de não ter sido eletrocutado. Até que toda a energia da CCSv caiu. Puxei a chave. Ela que tinha uns 30 centímetros agora tinha só 10 no máximo. Uma puta fumaceira branca em todo o alojamento.

- Adomeit? Tá vivo? Que porra você fez aí soldado? Disse um dos cabos entre a fumaça.
- Foi... Foi um acidente cabo...

    O capitão, comandante da companhia, me chamou na sala dele.

- Tô fudido - pensei. E tava!
- Olha Adomeit, se você queimou a máquina de sorvete, além de ter de pagá-la irá preso por 30 dias. Se não, só ficará detido por 30 dias. Boa sorte.
- Mas capitão! Foram eles que fizeram a gambiarra no quadro de força, não eu!

    Com aquele bicudo maldito não havia negociação! Por sorte, não queimou a máquina de sorvete. Fiquei 30 dias detido. E por algum motivo, nunca mais nenhum cabo me chamou para fazer nenhum serviço de eletricista. Fora a zueira dos meus companheiros: Olha lá o Adomeit! Mocorongo!

    Espero que tenham gostado. Tem muito mais tragédias de onde veio essa! Mas fica pra próxima.

Abraço.

SD Adomeit

Texto retirado do blog do autor:

Banda Morro de Fome


    

    A década de 1990 foi muito importante para o rock'n'roll mundial, que delirava com a explosão do que foi chamado de grunge. Bandas como Alice In Chains, Soundgarden, Pearl Jam, Nirvana e muitas outras, fizeram (e ainda fazem) a cabeça de muitos roqueiros.

    E apesar do Brasil ser o país do samba, no 2º BPE havia muita gente que curtia rock (ainda bem). Entre esses estava o SD Graciotti (PelSeg), que desde 2002 toca contrabaixo na banda Morro de Fome, formada na zona norte de São Paulo, no bairro do Edu Chaves. O repertório é basicamente de classic rock, puxado mais para o heavy metal. A banda tem duas músicas autorais: “Morro deFome” e “Apocalipse", mas não chegaram a ser gravadas.

Clique para acessar a fanpage da banda
    Como viver de música, ainda mais de rock, no Brasil é muito difícil, o SD Graciotti também é sócio de uma gráfica que imprime placas decorativas, a ART PRINT Decorações.

    A banda atualmente está em recesso, mas eventualmente se reuni para tocar e curtir o bom e velho rock'n'roll. Infelizmente roqueiro brasileiro tem que ter outra profissão, caso contrário, morre de fome.


SD Braga

Acesse: https://www.artprintdecor.com.br/


A banda mandando Ramones - Poison Heart


Morro de Fome é: Lê (Graciotti) - baixo, Ricardo - guitarra,
Vitão - bateria, Flavinho - vocal, Beto - guitarra / baixo / vocal


12/05/2018

Airton Senna


  
    Em todo primeiro de maio é relembrada a morte de um dos maiores ídolos brasileiros do esporte: o tricampeão de fórmula 1, Airton Senna da Silva. E o ano de 1994 foi um tanto duro para alguns grandes ídolos: os escritores Mário Quintana e Charles Bukowski, os músicos Kurt Cobain e Tom Jobim, o humorista Mussum, o craque Denner, que despontava no futebol como uma grande promessa, comparado até com o Pelé, pela genialidade.

Cortejo na Av 23 de Maio
    A comoção com a morte do Senna foi algo gigantesco, parou o país. Dizem até que todo brasileiro lembra onde estava quando soube da notícia. Eu lembro: estava no “corpo da guarda”, de serviço. Nosso “quarto de hora” estava sentado no banco da entrada do batalhão e o “cabo de dia”, cujo não lembro o nome, narrava para nós os acontecimentos da corrida: “vai largar”... (minutos depois) “o Senna tá em primeiro”... “o Senna bateu na curva!”... “putz, ele se machucou feio, saiu de helicóptero”... “caramba, o Senna morreu”. Choque total!

    A CCSv fazia o serviço de guarda nesse domingo, pois metade do batalhão estava em Cajamar (SP), “ralando”. Era o primeiro acampamento. Na quarta-feira dessa mesma semana, a rotina foi totalmente altera por conta do velório do Senna, que foi realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, a poucos metros do 2º BPE.

PIC e PelSeg, preparados para a missão
    A maior parte da segurança desse evento, que começou no desembarque do corpo no aeroporto de Cumbica (Guarulhos/SP) e seguiu em cortejo até o Ibirapuera, foi feita pela Polícia Militar. A PE também foi convocada para ajudar. Lembro que foi uma correia, o pessoal cautelando cassetete e capacete preto, para completar o uniforme (calça de passeio, camisa caqui, fieis e braçal preto). Da CCSv, se não me engano, foram só o pessoal do PIC, PelSeg e um ou outro motorista. Nesse dia fiquei na 3º Seção, mas sem nada para fazer, fui sentar no banco de espera do barbeiro, ao lado do pátio, e fiquei vendo a movimentação, os helicópteros que sobrevoavam a região...

Foto: Gazeta Press
    O velório durou 22 horas e teve a presença de várias celebridades, além do presidente da república Itamar Franco. Mais um motivo para a presença do exército. Na quinta-feira (05/05/94) o cortejo seguiu para o cemitério do Morumbi, onde o corpo foi sepultado.

  
  
    Logo após a todo esse acontecimento, iniciaram os preparos para o segundo acampamento, do qual eu fiz parte e comentei algo sobre em outra postagem.

     Que o Senna esteja em paz, seja onde for.



SD Braga


Fonte da foto:
http://old.gazetapress.com/pautas/lista/07787/2/ayrton_senna/

11/05/2018

GeekMente



  O geek quarentão, o SD Adomeit (PelCom), há um ano escreve semanalmente no blog GeekMente. Confesso que fui procurar o significado de geek, pois não fazia a menor ideia do que seria isso. Entendi que é um tipo de nerd, mas com uma conotação mais “positiva”. Além de gostar de estudar e ser um tanto antissocial, os geeks gostam de tudo relacionado a tecnologia, ficção científica, jogos de tabuleiros... Dentre outras coisas. O blog conta com outros colaboradores que escrevem sobre livros, filmes, séries, HQs e, claro, tecnologia.

  Confesso que fiquei surpreso quando o SD Adomeit me disse que escreve até dois textos por semana. É o que mais colabora.


  Escrever demanda tempo e dedicação, uma tarefa que não é qualquer um que realiza. Já encomendei dele um post sobre o 2º BPE, mas sei que vai demorar, pois ele está preparando um romance!

  Esperamos aí para divulgá-los, o texto e o futuro livro.






http://www.geekmente.com.br/



SD Braga

10/05/2018

Edifício Wilton Paes Leme



  Com certeza uma das grandes tragédias que entrou para a história de São Paulo: o incêndio e desabamento do edifício Wilton Paes Leme, situado na região central.

Prédio em 1994 (imagens google)

  Esse acontecimento foi assunto nos nossos grupos da CCSv, não por conta da tragédia em si, mas sim porque em 1994 o 2º BPE foi um dos batalhões que fez guarda nesse edifício, durante o período de greve da polícia federal. Não lembro se outro batalhão, além da PE e do BG, também montou guarda.

  Lembro muito bem desse momento, por conta de um grande detalhe: eu estava no acampamento, em Cajamar (SP), no “ralo”!

  Foi durante uma instrução de boias com calça e gandola, num lago tão gelado que era apelidado de “consul” (marca de geladeiras). A instrução ocorria na primeira hora do dia (entre 09 e 10h) e eu não estava me saindo bem. Por não saber nadar, eu fazia a boia, mas logo em seguida colocava os pés no chão, para não me “afogar”. Lembro que o SGT falava um monte, mais por ser um babaca do que por ser instrutor. Fiquei com o cu na mão aquele dia, porque a próxima instrução seria a chamada “comando crow”: havia uma corda que atravessa o lago, erguida a uns 10m de altura, e tínhamos que atravessar por ela, que media mais ou menos uns 50m. Depois dessa seria a “falsa baiana”. Para quem não nada, seria um grande desafio, mas...

A instrução (foto Seu Caxias)

  Em determinado momento a instrução foi interrompida e a ordem foi de desmontar todo o acampamento e bater em retirada. Ninguém entendeu nada, mas eu fiquei feliz pra caralho! Estava salvo!

  Só depois, quando chegamos no batalhão é que soubemos o que de fato ocorreu: a polícia federal havia entrado em greve e o presidente da república, Itamar Franco (1930 – 2011), mandou que o exército assumisse o prédio da PF, que na época era no referido edifício.

  A maioria dos soldados que estava no acampamento (o segundo) voltaram imediatamente ao batalhão e, uns 30 aproximadamente, ficaram para desmontar as barracas e tudo mais que havia, retornando ao quartel só ao anoitecer. Eu fiquei entre esses.

A missão (foto arquivo jornal OESP)

  Na época foi uma grande missão para o 2º BPE, ainda mais porque eramos um bando de garotos de 19 anos de idade, recém incorporados.

  O acampamento teve um final feliz, para mim.

  Já o prédio e as vítimas, além de simbolizarem todo o descaso dos governos, tiveram o pior final: viraram pó.


SD Braga

Edição de 12/05/1994 (arquivo OESP)

Os "bicho de guarita" (arquivo jornal OESP)

Arquivo jornal OESP


Acervo OESP:
http://acervo.estadao.com.br/

Greve da PF:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/4/12/cotidiano/24.html



19/04/2018

General Bar


Uma coisa curiosa que me lembro do SD Pereira Júnior (PelSeg) é de quando ele roia as unhas: fazia várias “caretas”, porque ele passava nelas um remédio (para não dizer esmalte, pega mal) que tinha um “sabor ruim”, justamente para inibir a mania carcome-las. Segundo ele me disse recentemente, não funcionou.

Em março deste ano ele inaugurou o General Bar, no município de Vassouras (RJ), que fica a 111km da capital fluminense. O nome não poderia ser mais apropriado: ex-militar (obrigatório), proprietário do General Bar, situado na Av do Expedicionário Oswaldo de Almeida Ramos. Padrão!


Música ao vivo, porções, os mais variados drinques, se estiver passando pela região, vá até lá prestar continência ao mais novo General. 


SD Braga





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17/04/2018

Skamoondongos



Faz tempo e não lembro muito, mas encontrei o SD Krenek numa casa de shows... De rock e afins, claro, no começo dos anos 2000. Conversamos sobre a PE, sobre um outro ex-combatente que havia participado (na época) do BBB e acho que só. Depois o encontrei numa outra ocasião, mas não me recordo o mínimo do que ocorreu e onde foi.
 
Krenek na  dura fase de conscrito.
Como não tenho mais contato com ele, essa publicação será feita meio que “no escuro”.

O SD Krenek era da 1º Cia e também fazia parte da fanfarra do batalhão. Tocava zabumba, se não me engano. Era ele na zabumba, o SD Franklin, SD Cavalcanti (ambos no tarol) e o SD Salerno (corneta), comandados pelo CB Dirceu, exímio corneteiro. A fanfarra fazia a trilha sonora para o hasteamento do pavilhão nacional e marcava o ritmo da marcha em algumas formaturas do batalhão.

Das marchas militares ao ska: SD Krenek agora é conhecido como Axl Rude, vocalista do Skamoondongos, banda paulistana iniciada em 1994 e que gravou seu primeiro álbum, o “Segundo”, em 97. Teve vídeo-clip veiculado diariamente na MTV, da música “Pobre Plebeu”. Esteve em atividade até 2004, coincidentemente ao período em que “trombei” o Krenek nos rocks da vida.

Em primeiro plano, no Skamoondongos

A banda retornou à ativa em 2014 para comemorar seus 20 anos de início e trabalhos.

SD Braga


O álbum


Ao vivo no SESC Belezinho, 2015


Fontes:
https://www.skamoondongos.com/home
https://pt.wikipedia.org/wiki/Skamoondongos
https://www.facebook.com/Skamoondogos/

23 anos de baixa

  
  Nem parece, mas já se passaram 23 anos da 3º baixa dos incorporados em 07/03/1994. A PE ficou para trás, mas a memória não.


SGT Hartman, do filme "Nascido Para Matar"

07/04/2018

Dekassegui mochileiro dá volta ao mundo


Em 2007 o SD Moacir (1º Cia) largou o emprego no Japão e decidiu “mochilar” pelo mundo.



A matéria abaixo, sobre essa viagem, foi publicada em 26/11/2007 no blog Movimento Dekassegui, escrita por Gilberto Yoshinaga.

"Ao completar 10 anos de trabalho no Japão, cansado da rotina na fábrica e determinado a quebrar o gelo de alguma forma, num certo dia de abril deste ano Moacir Araújo Gonçalves, 33 anos, decidiu visitar os familiares no Brasil. Antes, porém, queria conhecer alguns países. Sem um planejamento traçado, colocou uma mochila nas costas e, quando percebeu, já havia percorrido 25 cidades de 13 países, durante quase três meses.

Fascinado por analisar as diferenças culturais entre os povos, o brasileiro, que reside em Chita (Aichi), começou sua aventura por Hong Kong e Macau, e depois pegou um vôo para Paris. Então, saiu pela Europa sem destino certo. “Depois da França, conheci a Holanda, Alemanha, Suíça e Áustria, sempre observando o mapa e decidindo para onde ir”, conta Gonçalves. “Da Áustria, eu pretendia seguir para a República Checa e, depois, Polônia, Suécia, Dinamarca, Letônia e Lituânia. Mas, ainda na Áustria, perdi um trem e decidi ir para onde o trem seguinte rumaria. Resultado: ao invés da República Checa, segui para a Hungria.”


O imprevisto mudou totalmente o itinerário do brasileiro, que depois seguiu para Romênia, Turquia, Grécia, Itália e Espanha, onde finalizou sua excursão pela Europa. “O mais interessante é que eu me propus a fazer algo e fiz. Devo muito disso ao total apoio da minha esposa Karina e das minhas filhas Rafaela e Isabela”, destaca. “Acho que muitos brasileiros se aprisionam ao trabalho no Japão porque pensam apenas no dinheiro. Eu fiz essa viagem para me desprender dessa rotina e provar para mim mesmo que sou capaz de cumprir uma meta, por mais louca que ela possa parecer.”
Uma boa surpresa da viagem foi ter conhecido Satoru, um japonês portador de deficiência física, morador de Kobe (Hyogo), dentro de um trem, no caminho entre Áustria e Hungria. “Quando eu o vi, me interessei em fazer contato, porque já passei mais de três meses numa cadeira de rodas quando sofri um acidente de moto e sei como é difícil. Ele ficou surpreso porque o abordei em japonês, fizemos amizade e eu ofereci ajuda”, lembra. “De certa forma, essa foi uma maneira de retribuir toda a gratidão que tenho pelo Japão. Além disso, ganhei um amigo que prometeu visitar minha casa.”

Cultura

Apaixonado por Arte, o aventureiro viu muitas relíquias históricas, em visitas ao Museu do Louvre (França), ao Museu Picasso (Espanha) e à Capela Sistina (Itália), entre outros pontos. Amante de livros, também refletiu sobre passagens históricas, ao conhecer Istambul (Turquia), Atenas (Grécia) e Roma (Itália). “Não quero ficar me gabando desta viagem. Meu propósito é mostrar que qualquer dekassegui é capaz de fazer o que eu fiz, desde que se liberte de alguns medos e acredite na própria capacidade de realizar algo que deseja”, filosofa.

Gonçalves comenta o aprendizado que teve com a viagem. “Em todos os lugares, há pessoas boas e ruins. Além disso, percebi que o comportamento e as reações de cada um a determinadas atitudes dependem da formação cultural”, reflete. “Por exemplo, os alemães são muito enérgicos e, numa primeira impressão, pensei que eles eram rudes comigo. Mas percebi que esse é o jeito deles. Da mesma forma, talvez um japonês pode achar que o meu jeito de falar é meio agressivo.”

O brasileiro já tem novos desafios em mente: “tenho muita curiosidade de conhecer Austrália, África do Sul, Quênia, China, Israel e Egito”, finaliza."

Fonte: https://movimentodekassegui.blogspot.com.br/2007/11/jornal-tudo-bem-dekassegui-mochileiro-d.html?m=1


SD Braga

Terceira baixa

  Naquela época, filmar qualquer evento era algo para poucos, pois os equipamentos eram caros, grandes e nem todo mundo sabia como manejá-los. 

  Mas o SD Chalet, que na época estava a par das tecnologias, fez esse grande favor a nós e (um familiar seu) filmou toda a formatura de 3º baixa.

  Mais um belo registro daqueles tempos...




SD Braga

@ABPoeta

SD Braga foi datilógrafo da 3º Seção, apesar de ter entrado para a reserva como “Padioleiro”. Começou a escrever seus primeiros textos em 2007, muito tempo depois da baixa.


A princípio os publicou no blog AB Poeta. Participou de alguns concursos da CâmaraBrasileira de Jovens Escritores e teve poemas e contos publicados em 12 de suas coletâneas. Participou também das coletâneas “Uma letra, a frase, uma poesia, o sonho” da editora Virtual Books, e da “Mundo Mundano 2, e seu novo mundo”, editora Prólogo.

Em 2010 laçou seu primeiro livro, “PoemasErrados, dias intranquilos”, pela editora All Print. O segundo livro, “APsicoautoantropofagia da Vida Cotidiana”, editou em 2015 pela editora Penalux. Editou mais dois livros: “O mar dentro da concha” e “Poesias de gaveta”, ambos pela AG Book, editora que imprime livros “por demanda”.

Ainda pretende lançar mais dois: um impresso, de poesias eróticas e outro “por demanda”, uma reunião de contos e crônicas que estão publicadas no blog.

Contatos e links estão abaixo:

Textos:
https://abpoeta.blogs.sapo.pt/
http://abpoeta.blogspot.com.br/
http://contosdofritz.blogs.sapo.pt/

Livros:
http://poemaserrados.blogspot.com.br/

Poesias declamadas:
https://soundcloud.com/doctorfritz

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E-mail para contato:
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SD Braga